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30 de abril de 2011

Poison

Eu adoro os anúncios da linha de perfumes Poison da Dior. 


Para mim, de todos, o que cheira melhor é o Hypnotic, mas meu anúncio preferido é do Midnight Poison. Cinderela em preto e azul.


Como resistir à trilha sonora perfeita da banda Muse?

28 de abril de 2011

Dahlia Noir

Givenchy de novo! Essa semana mesmo postei o anúncio da maquiagem deles, agora é a vez do perfume Dahlia Noir, desenvolvido pelo estilista Riccardo Tisci (a gente sabe que ele ama um tema dark!).
Dália Negra é um romance do escritor James Ellroy de 1987, que conta a história do assassintato de uma mulher jovem e bonita que desejava ser famosa, seus investigadores se tornam obcecados pelo caso, o que arruina a vida deles. A versão cinematográfica de 2006 foi estrelada por Scarlett Johansson, Hillary Swank e Josh Hartnett.

26 de abril de 2011

Iron Fist x Melissa + Inspirações Brasileiras

A nova coleção da marca de calçados alternativos Iron Fist lançou dois modelos super parecidos com duas sandálias da marca nacional Melissa.
Não pude evitar as comparações, desde que sou uma Melisseira de plantão e também fã dos designs da Iron Fist.

Iron Fist X Melissa Cute

Iron Fist X Melissa Zen girl + Vivienne Westwood


Se realmente houve inspiração de uma marca estrangeira em peças de uma marca nacional, não é a primeira vez que acontece, como já postei aqui.

Muitos de nós odiamos o carnaval não é? (ou ao menos odiamos o que ele se tornou, uma indústria milionária), tempos atrás vi um look gótico num evento estrangeiro, completamente sexy, cheio de penas, brilhos e adereços, bastante sugado de nosso carnaval e daptado à estética gótica. 

Tudo da nossa cultura pode ser adaptado ao alternativo, basta ter criatividade. Lembram de uma pesquisa de moda alternativa nacional que fiz ano passado?  (poucos se interessaram em responder). A maior dúvida foi quanto à pergunta de número 35 que era sobre características da cultura nacional que poderiam ser adaptadas à moda alternativa. As respostas foram "não entendi a pergunta", "nada" ou "não sei". O que mostra a falta de visão inovadora/empreendedora do nosso público.

A diferença é que os estrangeiros vêem a moda como um mercado de fazer dinheiro, para tal, quem for mais inovador/diferente cativa mais público ávido por coisas diferentes, vendem mais, por isso adaptam ao alternativo tudo que puderem. Tendemos a não ver nossa cultura como algo adaptável ao lado obscuro da vida.
Se pararmos pra pensar, os estrangeiros se inspiram em aspectos da cultura e história deles e a gente acaba tomando isso pra para nós. Sabemos e admiramos a cultura deles e esquecemos de olhar para a nossa. Se não adaptamos nossa cultura e história ao alternativo, os estrangeiros fazem isso por nós e o dinheiro, claro, vai pro bolso deles.

22 de abril de 2011

A Moda na Era Medieval – Parte 1: Anos 400 – 1200


A Era Medieval, foi um período da História Européia que durou do século IV ao século XV. 
Os historiadores atuais dividem a Idade Média em três partes: Idade Média Inicial (476-1000), Alta Idade Média (1000-1300) e Idade Média Tardia (1300 – 1453). No século XIX, a Idade Média inteira era comumente chamada de “Dark Ages”.

As postagens sobre a Moda Medieval aqui do blog, estão divididas em três partes que não tem a ver com as reais divisões históricas do período. As divisões foram feitas baseadas em mudanças significativas na Moda do período.  A postagem da Parte 1 abrange a moda dos anos 400 a 1200; a Parte dois abrange o Early Gothic (Gótico Inicial): 1200 a 1350 e a Parte 3, o Late Gothic (Gótico Tardio): 1350 a 1450.


 Idade Média – Anos 400 a 1200

No ano 476, houve a queda do Império Romano, também  conhecida como Invasão dos Povos ou Invasão Bárbara (Godos, Ostrogodos, Visigodos, Vândalos, Vikings, Anglos, Eslavos, Hunos). Essa invasão durou aproximadamente entre os anos 300 e 900 na Europa. Esse período foi paralelo ao Império Bizantino (330 – 1453) que dominava o mar mediterrâneo, Marrocos, sul da península ibérica, sul da França, Itália bem como Egito e Oriente Próximo. 
Os historiadores contam com pinturas, manuscritos, iluminuras e túmulos para fazer as descrições das roupas medievais porque poucas vestes anteriores ao século 16 sobreviveram ao tempo.

Nessa época houve a Cristianização dos povos europeus e a religião tinha uma relação estreita com o povo e a nobreza. E é justamente na indumentária religiosa, que conserva até hoje características medievais, que podemos ter idéia de como se vestiam estes povos. Os trajes dos Imperadores eram semelhantes aos trajes eclesiásticos. As roupas das pessoas da corte e do palácio eram definidas de acordo com o posto e função, eram roupas “hierárquicas”.

Havia pouca diferença entre os estilos dos trajes usados pelas diversas nações do Ocidente. As cruzadas colocaram em contato todos os povos da Europa e trouxeram influências das civilizações orientais, levando  tecidos e ornamentos finos trazidos do Egito, Índia e China através de caravanas da Ásia para Europa. 

O medo e a ignorância governavam o mundo ocidental nesse período, os europeus estavam preocupados com a sobrevivência e o vestuário deveria ser funcional.
Em meio a problemas políticos e sociais e guerras internas, as pessoas não tinham tempo nem desejo de inventar qualquer coisa relacionada ao vestir. A primeira Cruzada de sucesso, em 1099, trouxe novos tecidos e técnicas de construção do oriente para toda a Europa. Houve também, uma mistura da civilização teutônica com a civilização dos Impérios Romano e Bizantino, desenvolvendo-se um gosto acentuado por tecidos de cores vivas. O tratamento de peles foi aprimorado assim como as técnicas de tecelagem progrediram.

Os povos da Europa Ocidental adotavam o estilo das túnicas de Roma. A característica comum entre todos os povos que viviam nessa época era o fato dessas roupas serem confeccionadas em casa, evoluindo das túnicas merovíngias (de comprimento até os joelhos, bordadas nas pontas e amarradas por cintos). Os tecidos eram feitos à mão pelas mulheres camponesas, que os trocavam ou vendiam. Eram tingidos de forma natural, rústicos e não muito confortáveis. O linho era usado para roupas de baixo porque era facilmente lavável e mais confortável do que a lã. Os mais abastados usavam lá de arminho e esquilo; coelho e carneiro para os mais pobres.
Vermelho era a cor favorita dos nobres nesse período. O tecido roxo era reservado para os extremamente ricos, como o Rei e o Papa, pois a fórmula para a tintura era um segredo Bizantino muito bem guardado, apenas uma família sabia como produzir a cor e somente uma pequena quantidade foi exportada a cada ano.

As roupas da Europa Ocidental parecem ter consistido da uma túnica em linho de mangas compridas, capas meio círculo e calças. Não há evidências de que as mulheres usavam roupas íntimas durante a Idade Média, mas os homens podiam usar um tecido dobrado que formava uma espécie de tanga. As roupas dos camponeses era básica, prática e não decorada.

Os homens ocidentais são mais freqüentemente descritos com túnica de comprimento variável com cinto e mangas até o punho. Também podiam usar capuz, xales ou mantos para proteger as costas. Usavam também meias (chausses) de vários comprimentos que eram duas peças presas por um cinto embaixo da túnica ou calções (braies) que eram calças que iam até os tornozelos presas no quadril por um cordão. Nos pés, usavam um tipo de calçado de couro que chegava até a barriga da perna ou um modelo usado também por mulheres que exibia um requintado trabalho em couro com tiras que se cruzavam na perna.




Já a túnica das mulheres ia do pescoço aos tornozelos, por baixo usavam uma camisa de linho de decote baixo e mangas curtas. As túnicas eram fechadas com broches, fitas, cintos e fivelas de ouro e prata cravejados de pedras preciosas coloridas. 
Havia também uma sobreveste mais pesadamente bordada, de forma semelhante à do estilo bizantino. E para os tempos frios, usavam-se tecidos grossos como a lã que era forte, durável e não estragava facilmente.

Durante a Idade das Trevas, a riqueza era mostrada com jóias. O broche usado para segurar o manto era um dos principais itens de decoração. Pedras preciosas, ouro, pérolas também podiam ser incorporados às roupas.

Desde os tempos primitivos tinha-se um grande cuidado com os cabelos, conforme a descoberta de navalhas, pentes e tesouras. As mulheres cobriam os cabelos após o casamento com um véu. O véu é um acessório muçulmano trazido ao Ocidente através das cruzadas. O véu passou a ser um sinal de castidade cristã, a moda durou toda a Idade Média.
As jovens solteiras usavam duas tranças de cada lado da cabeça ou os cabelos soltos e as casadas usavam-no preso para cima com auxilio de pentes e grampos. Uma das práticas favoritas era tingir o cabelo de vermelho vivo. Os franco germanicos enfeitavam os cabelos com fitas ou fios de ouro. Os homens teutões usavam o cabelo preso do lado direito da cabeça com as pontas enrigecidas como chifres. Já  os saxões usavam o cabelo curto, cacheado e uma barba curta e os escandinavos usavam cabelos compridos.
Durante boa parte da história ocidental, a pele pálida foi indicadora de riqueza, já que os camponeses trabalhavam embaixo de sol e adquiriam uma pele mais bronzeada.  


Bolsa (homem de azul


As Cruzadas deram origem ao uso da bolsa, que na verdade era um tipo de bolso suspenso ao cinto por uma corda de seda ou algodão, ou às vezes por uma corrente de metal.

Em geral, nenhuma alteração importante foi feita na Moda Medieval antes do final do século XI.

Durante os séculos XI e XII acontece uma série de mudanças sociais, políticas e econômicas na Europa Ocidental. Entre elas, destaca-se o renascimento das cidades e do comércio, bem como um aumento populacional. A primeira característica marcante é bifurcação da indumentária, isto é, a diferenciação das roupas masculinas e femininas. O vestuário passa a ter um caráter ornamental e estético, e não mais apenas a preocupação utilitária.
Nesta época, a construção das roupas melhorou, deixou de ser quadrada para ser modelada ao corpo. Suntuosos tecidos como seda, veludos e cetim, foram levados à Europa pelos cruzados junto com técnicas avançadas de tecelagem.

Neste mesmo século, por volta de 1130 surge o corpete do vestido – para as classes altas – era moldado justo até os quadris e os vestidos tornam-se mais acinturados presos com uma amarração nas costas, com pequenos decotes e ornamentados com jóias em ouro na cintura e saia ampla caindo até os pés, às vezes formando uma cauda. A sobreposição dos vestidos era comum, usando-se um vestido longo bem ajustado ao corpo por baixo, com mangas justas e compridas e por cima outro vestido que poderia ser um pouco mais curto com mangas longas e caídas. Barrado e bordado enfeitavam as pontas dos vestidos. 


Os cabelos eram longos, divididos ou meio ou trançados. Algumas mulheres também podiam esconder todo o cabelo com um gorro que se estendia até o pescoço, do tipo que vemos sendo usado por freiras. Também havia uma faixa de linho chamada Barbette que passava sob o queixo e as têmporas. E o gorjal, de linho ou seda que cobria o pescoço e parte do colo, sendo às vezes colocado por dentro do decote do vestido. 
O capuz, antes parte da capa, tornou-se uma peça separada que descia até os ombros. Na cabeça, toucas de linho cobrindo as orelhas ou chapéu Frígio.

  Barbette em Uta von Naumburg e reprodução atual 

Durante esse período, históricamente houveram muitos anos de fome, expedições cruzadas, nascimento e morte de Reinos, proibição de cultos pagãos, os primeiros hereges foram queimados, o surgimento dos Feudos, a Ordem dos Templários, arquitetura Românica podia ser vista na construção da Torre de Pisa e na Catedral de Santiago de Compostela e as primeiras catedrais de arquitetura gótica como a Catedral de Lyon, Notre Dame, Canterbury e Bamberg foram constuídas.

Catedral de Bamberg: arquitetura entre Românico e Gótico e a gótica Notre Dame.


Devem ter notado como essa postagem foi pouco ilustrada, ao contrário das outras postagns de moda histórica do blog. O motivo é que há poucos registros visuais das roupas dessa época e uma das opções de ilustração, são as obras dos pré-rafaelitas, uma "Sociedade Secreta" de artistas do época romântica do século XIX (lembram que a Era Romântica foi um revival da Era Medieval?). Então, as imagens abaixo, embora reproduzam trajes perfeitamente adequados ao período medieval, são na verdade do século XIX. Mas dão ótimas idéias das vestimentas, dos cabelos e dos cruzados.


Mais postagens sobre história da moda no link Moda Histórica.

O texto foi escrito pela autora do blog de acordo com pesquisas em livros de Moda lançados no Brasil e no exterior. Se forem usar o texto na íntegra para trabalhos ou sites, citem o blog como fonte. Leiam livros de Moda para mais informações e detalhes.


20 de abril de 2011

Dandyzette

"Os dândis, dão atenção especial ao modo de vestir, de falar e às atividades de lazer. Se comportam com uma atitude aristocrática, mesmo que eles tenham vindo de uma família de classe média. O mesmo pode ser dito de sua versão feminina, as Dandyzette ou Dandyess. Essas mulheres não se limitam aos papéis normais de gênero e vestem-se espalhafatosamente em roupas elaboradas, às vezes com conotações masculinas. Os absurdos das dandyzettes no século XVIII e XIX, podem ser consideradas mitológicas, eram mulheres que existiam para reverenciar a aparência física e o eu-próprio em índices elevados. O estilo das dandyzettes, vive nos coletes de alfaiataria moderna, blusas de gola alta, sobrecasacas e na moda militar."


Quem eram os Dândis (Moda Masculina).

Estilo: Doro Pesch

A sessão "Estilo" de hoje fala da cantora de rock/heavy metal Doro Pesch, que já está no Brasil para realizar uma mini-tour até domingo.
Doro começou sua carreira no começo dos anos 80 e seu estilo já era bem particular, tendo o cabelo mais comprido entre todas as cantoras e usando peças com muitos acessórios e studs
Uma das coisas que ela usa desde o começo dos anos 90, é a parte de baixo do cabelo tingida em tons mais escuros (louro escuro ou preto) e a parte de cima do cabelo tingida de louro platinado. Curiosamente, essa tendência de tingir a parte de baixo do cabelo em tons mais escuros voltou à moda pouco tempo atrás, e Doro mantém até hoje esse hábito. 

Nos anos 90, Doro tinha um estilista de Los Angeles que fazia suas roupas, algumas de suas peças mais famosas desta época são as roupas usadas na tour Angels Never Die de 1993.
Ela tem um estilo muito próprio, reconhecido em qualquer lugar como "o estilo Doro Pesch". 


Algumas de suas roupas são compradas em uma famosa loja alternativa de Nova York, mas ela também usa roupas de estilistas alemães, já foi inspiração para uma coleção chamada "Love me in Black" (títudo de uma música dela) da loja X-Tra-X e também tem incríveis peças de couro sintético/vegetal (ela não usa peles) feitas por uma designer belga. 

Atualmente, prestes a fazer 46 anos, ela ainda mantem fortemente a estética Heavy Metal de uma forma muito feminina mesmo em eventos de música e é um dos ícones de estilo de moda Metal

Que garota do Metal nunca se inpirou nas roupas de Doro para montar/criar um look



19 de abril de 2011

Worldwide Gothic

Mais um livro sobre a subcultura gótica está para ser lançado: "Worlwide Gothic - Crônicas de Uma Tribo", de Natasha Scharf. Natasha é jornalista musical especializada em música alternativa e gótica, é DJ, e também escreve para  revistas como Metal Hammer e Terrorizer. 

A publicação será lançada em junho e abordará o desenvolvimento da cena gótica de suas origens até os dias atuais. O tema não é novo, outros livros sobre a subcultura gótica abordam essa cronologia, mas diz-se que a diferença desse livro é que é mais detalhado e cujo foco principal é o atual revival da subcultura pela geração mais nova, examinando o que pode ter causado este alastramento que se tornou um fenômeno mundial.

Da cena pós punk do Reino Unido; passando pelo Visual Kei no Japão; a explosão Deathrock nos EUA; a cena Schwarze na Alemanha; a decadência da subcultura no começo dos anos 90 e seu renascimento assimilado com outros generos musicais como o Heavy e o Industrial Metal de bandas como Marilyn Manson e Nine Inch Nails; a autora mostra o que a subcultura representa para uma nova geração que a vê com um ponto de vista diferente dos primeiros góticos.

Mostra também como no Japão, o gótico se tornou uma forte tendência de moda entre os adolescentes. E de como, nos dias atuais, depois de toda essa ligação com o metal e as subculturas japonesas, o gótico está voltando às suas raízes com o surgimento de bandas indies e de dark rock que prestam homenagens à bandas como Bauhaus e Joy Division. 

Vê-se então que "Worldwide Gothic" é o primeiro livro a analisar a origem das diversas ramificações da cena gótica original.

Ao contrário de outras subculturas, cujas fontes literárias são raras, a subcultura gótica é tão fascinante  que existem diversas publicações e estudos à seu respeito, algumas de suas mais famosas publicações são: Goth: Identity, Style and Subculture (Dress, Body, Culture), Goth Culture: Gender, Sexuality and Style, cuja minha análise pode ser lida neste link, Goth Chic: Um Guia para a Cultura Dark (único lançado em português) e um dos livros que mais gosto pois trata específicamente do surgimento e evolução da Moda gótica: Goth: Vamps and Dandies.

Lembrando que a subcultura também influencia (e muito) ainda que indiretamente, a moda mainstream, como podemos ler na postagem sobre a exposição Dark Glamour, ocorrida em 2008 no Museu FIT em Nova York.


Minha única dúvida é com o título "Worldwide". Será que a cena da América do Sul também é abordada? 


16 de abril de 2011

Betsey Johnson: Inspiração para a Moda Alternativa Nacional

Lá vem eu de novo com a moda alternativa super colorida de Betsey Johnson!
Profissionalmente discute-se muito no meio da Moda que o Brasil precisa encontrar sua própria moda baseada em sua cultura, seu clima, seu povo e em sua própria história. São poucos os estilistas brasileiros realmente autorais. 

Sempre que eu vejo as coleções da Betsey, eu tenho a impressão de que elas são perfeitas ao clima brasileiro. Parece que foi feito para o público alternativo daqui. Embora muitas pessoas daqui ainda acreditem que um look alternativo deva ser sempre 100% negro. Eu já passei dessa fase e acho que o criativo hoje é misturar preto com alguma cor e com acessórios diferentes. 

Afinal, de que adianta se iludir, esperando somente o inverno para "se arrumar com estilo"? O nosso clima é quente mesmo. Assumamos isso! Sejamos estilosos com roupas de verão! Já está na hora de dar esse passo. Façamos como a Austrália, um país tão quente como o Brasil e que tem uma Moda Alternativa que só cresce mais e mais a cada ano porque descobriu que o jeito é unir estilo + clima do país!

Ao contrário do europeu que não tem belas praias, temos um litoral imenso. As marcas alternativas nacionais não investem com frequência em beachwear, mesmo porque boa parte do público ainda prefere não ir na praia para manter um look pálido, por não gostar ou mesmo evitar hábitos genuínamente "brasileiros". Curiosamente, diversas marcas alternativas estrangeiras - mesmo algumas góticas - cada vez mais investem em coleções de moda praia, pois pra eles o verão é tão curto que deve ser aproveitado ao máximo.

Ano passado, antes de viajar pro litoral, dei uma procurada em algum maiô ou saida de praia que tivesse um jeitinho original. Procurei marcas nacionais. Tirando os da Spooky Look, tudo que eu achei foram peças normais, estampadas e com recortes caretas. Eu queria um maiô estiloso. 
Um dia, quando eu tava passeando nos confins do Rio Grande do Sul, vi um maiô lindo, estilo Pin up, com uma modelagem retrô e uma estampa de cerejas. Corri pra loja, a moça disse: "Esse maiô é juvenil, só temos até 12 anos". Que frustração! Porque não fazem maiôs legais pra jovens? Quem disse que jovem só tem que usar biquini? Aí só restam maiôs de senhora ou maiôs de grife mainstream. Não, obrigada.
Aí, você vê a linha beachwear da Betsey e pensa: "Pôxa, eu moro no Brasil e não acho um maiô alternativo de marca nacional pra eu poder caminhar na praia, observar o mar"... Frustra. Pois queremos consumir, mas não há quem nos forneça.

Essas peçinhas litorâneas da Betsey tem jeitinho de lingerie são um charminho (as peças são vendidas separadamente, não são conjuntos. Eu as juntei em para fazer a montagem)!

 

O fato é que as peças de Betsey, mesmo sendo caras por serem de grife, são o sonho de consumo de muitas garotas alternativas americanas. Não é raro elas juntarem dinheiro e irem torrar tudo na loja. É possivel comprar lindas meinhas a partir do equivalente à 12,00 reais.


Caçados (semelhança com marcas alternativas? Sim!):
Vestidinhos perfeitos pro dia a dia e muito procurados para as festas e formaturas americanas:


Como tinha muita imagem eu juntei em grupinhos mais ou menos temáticos. O pavor das caveiras-maníacas como eu: bolsas que são absurdo de lindas!! 
Não são como aquelas que tem cara de adolescente, com tecido barato vindo do oriente. Essas dão classe, elegância, exentricidade e personalidade ao look.

 

Marcas alternativas brasileiras: Inpirem-se! (Mas não copiem...pois como diz o ditado popular: “O sábio cria e o burro copia”. rsrsrs!!)

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