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13 de janeiro de 2021

Subculturas e conservadorismo: subculturas só têm ideias progressistas? (Parte 1)

 Em um post no Instagram em que pedi para mandarem perguntas sobre subculturas, tribos e moda alternativa, algumas pessoas me indagaram sobre os conservadores no meio alternativo. 



Quero saber um pouco mais da visão e experiência  de vocês sobre o tema:

- Você acha que subculturas só têm ideias progressistas? 

- Se sim, você pensa isso por conta de qual informação que chegou até você ao longo de sua vida? 

- Tem alguma subcultura que você costuma associar diretamente com conservadorismo? Qual?

- Em qual subcultura “progressista” você tem visto pessoas conservadoras?





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Artigo original do blog Moda de Subculturas, escrito por Sana Mendonça e Lauren Scheffel. 
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9 de abril de 2020

A história da frente-única: a união de consciência corporal, sensualidade, lazer e glamour.

Se existe algo que herdamos da década de 1930 foi a consciência corporal que se refletiu na sensação de liberdade de movimentos. E uma das peças que surgiu no período foi a frente únicaNa coleção "Dark Glamour", que criei em parceria com a loja Dark Fashion, desenvolvemos uma blusa frente única chamada "Dóris", neste post apresentarei de forma breve a história da peça! Acompanhem.

A cantora Shirley Manson usando uma frente única de tecido metalizado, que foi moda no fim dos anos 1990 e começo de 2000. A cantora também usa um short no modelo "hot pant", que você pode ler a história da peça clicando aqui.

A blusa que criei em parceria com a Dark Fashion, recebeu o nome "Dóris" em referência à Doris Day e seu icônico vestido frente única azul no filme "Ama-Me ou Esquece-Me", de 1955.


Contexto Sócio-Histórico
Se na década de 1920 a jovem era andrógina e ousada, na década de 1930 ela cresceu e se tornou uma mulher que fez uso dos conceitos construídos de feminilidade, retornando sua cintura no lugar e usando bainhas longas. Basicamente a garota de 20 anos chegou aos 30 anos e queria deixar pra trás a rebeldia andrógina.

A década de 1930, fortemente marcada por uma grande crise econômica resultada da quebra da bolsa de valores americana em 1929, fez com que as pessoas buscassem formas de fuga da dura realidade. Uma dessas fugas foi o cinema, a outra foram os balneários.

Mulheres vestindo frente única nos balneários, o lazer foi a fuga dos tempos de crise econômica.

O corpo feminino ideal tinha proporção de deusa, a mulher dos anos 1930 deveria fazer dietas, exercício físico, manter-se meticulosamente arrumada, usar maquiagem, fazer pedicure devido à exigência da moda de sandálias abertas e ter cuidados com a pele. Parece que falamos das exigências de beleza dos dias atuais, não é mesmo? Veja há quanto tempo reproduzimos a mesma ideia sobre o que é a mulher estar 'arrumada adequadamente'!

Corpo bronzeado, atividade física, unhas e maquiagem impecáveis: 
o ideal de beleza da década de 1930.

Para manter o corpo saudável eram recomendados os exercícios físicos e esse corpo era exibido nos balneários em pijamas de praia e trajes de banho fechados na frente e abertos atrás, visando exibir o bronzeado. Era um escândalo pois pela primeira vez uma parte do corpo da mulher era explicitamente exibida. Estes trajes diurnos de lazer inspiraram os vestidos de noite, onde as costas bronzeadas eram exibidas.

O bronzeado saudável adquirindo durante o dia na praia deveria ser exibido à noite, em vestidos que revelavam costas e braços. 

A mulher dos 1930 precisava acompanhar a silhueta da moda, que consistia de ombros largos e angulosos, cintura no lugar ou levemente alta, quadris estreitos e pernas bastante alongadas. As roupas diurnas eram simples e utilitárias já as roupas de noite possuíam extremo glamour. Os trajes de praia uniam estes dois mundos.


A frente-única

É em todo este contexto de corpos livres de espartilho, exercícios físicos e passeios em balneários que a frente única surge, sendo a peça perfeita para exibir as costas bronzeadas e exercitadas. Embora tenha sido idealizada por Erté em 1917, foi Madeleine Vionnet quem a popularizou na década de 1930, levando os vestidos de noite europeus para a América, assim como outros figurinistas de Hollywood que levavam para a tela as criações de alta costura francesa. 

O que marca a frente-única é sua presença em blusas e vestidos como uma tira que se amarra atrás do pescoço, deixando ombros e costas nuas. Frente discreta, mas ao virar de costas se torna reveladora.

Erté x Madeleine Vionnet / MET.

A maior parte do glamour dos anos 1930 vem de Hollywood, o cinema era a fuga da crise da América. Hollywood era o local onde a alta costura européia era apresentada ao público influenciando o gosto das massas.

O corpo feminino atlético, bronzeado e impecável dos anos 1930 deveria ter proporções de deusa. O que se reflete em criações de alta costura européia que passaram a fazer parte dos figurinos de Hollywood.
Madame Gres, 1939 / National Gallery of  Victoria.

Jean Harlow com o vestido enviesado criado por Gilbert Adrian para “Jantar às Oito” (1933) foi a peça que fez a moda da frente única pegar de fato nos EUA.

Quando pensamos nesta união de consciência corporal, corpo bronzeado e cuidado, lazer, glamour e cinema, é fácil lembrar das fotografias ou filmagens em que as atrizes de cinema estão posando junto à suas piscinas na Califórnia, tipo de imagem que é reproduzida até hoje em ensaios fotográficos da cultura retrô. Mesmo que algumas possam não saber que o conceito vem desse período e contexto histórico, é impressionante como a imagem da mulher saudável, consciente de seu corpo fazendo uso de uma atividade de lazer, ainda é marcante em nossa cultura visual. 

De sua criação em 1930, até os dias de hoje, poucos foram os momentos em que a frente única saiu de cena, na década de 1950 a peça continuou dominando a moda feminina. Além de Doris Day, citada no começo da postagem, a frente única tem momentos icônicos nas telas, talvez a cena que mais recorra à nossa mente seja a de Marilyn Monroe com o vestido branco plissado em “O Pecado Mora ao Lado” (1955) e o vestido dourado em “Os Homens Preferem as Loiras” (1953), este teve diversas cenas censuradas por ser considerado revelador demais. Ambos foram desenhados por Willian Travilla.

O icônico vestido branco frente única de Marilyn Monroe revela a sensualidade das costas da atriz. O vestido dourado que foi censurado nas telas.

Dois modelos frente única: à esquerda Vestido Dior 1963 e página da Vogue de 1953.

Na década de 1960 a peça era comum na subcultura hippie, sendo eles apreciadores de moda artesanal, os modelos em crochê eram muito usados. A frente única aparece também em macacões, especialmente na década de 1970 e se populariza para uso no dia a dia. 

Frente única nas décadas de 1960 e 1970.

Se na década de 1980 o modelo se restringe, em 1990 ocorre sua consagração onde especialmente entre 1994 e 1997 a peça estava presente até mesmo em trajes de gala! Quem lembra das frente únicas de Lady Di, a princesa rebelde (clica pra ler o post sobre ela) escandalizando a realeza britânica?


Frente única na moda jovem da década de 1990. 

Angelina Jolie, Gwen Stefani e Shirley Manson entre fins de 1990 e começo de 2000.

Madonna em campanha para Versace e Dita von Teese inova com uma falsa frente única.

Amy Winehouse em vestido retrô e Lady Gaga, num vestido que
 lembra as proporções de deusa, como na década de 1930.

Com essa breve passagem pela origem da frente única, podemos ver que a peça surgiu associada a lazer, corpo atlético e dias ensolarados. Seu desenvolvimento a leva aos trajes noturnos elegantes e imortaliza com a sensualidade de Marilyn Monroe. Adotada por subculturas como a hippie, a peça se torna cada vez mais um traje do dia a dia, pra todas ocasiões e todas as idades. 

Na coleção Dark Glamour, o foco foi desenvolver uma peça chique e atemporal.
Blusa Dóris, criada em parceria com a loja Dark Fashion

É assim que retornamos à blusa "Dóris" de minha coleção com a loja Dark Fashion: uma peça que une através do tecido em veludo, o glamour dos anos 1930 com a sensualidade das costas nuas e um design atemporal, que nunca sairá de moda. 
Espero que através da história da peça, seja resgatado o lado revolucionário da frente única à respeito das vestimentas femininas! 

Cupom de desconto na Dark Fashion: SUBCULTURAS



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27 de outubro de 2018

Os tricôs retrôs de Gianne Vintage Knits

A cultura retrô se liga com uma nostalgia romantizada de um passado vivido ou não vivido que se deseja resgatar. Aqui entra a história de Gianne, fundadora da marca Vintage Knits.

Gianne usa um de seus tricôs da coleção Vintage Horror.

Num mundo onde a produção em larga escala domina, onde atividades manuais como tricô e crochê não estão entre os afazeres habituais de jovens e adultos, a pequena Gianne, aos 12 anos de idade se apaixonou pela arte de tricotar mesmo não havendo o hábito dentro de sua família. Uma paixão imensa e incomum para uma garota daquela idade. O amor e a saudade por uma época não vivida serviram de mote para em 2008 adentrar de vez no universo das culturas vintage e retrô, já que a paixão por objetos, móveis, música e moda de décadas passadas, especificamente das década de 1940 a 1970, circundavam o imaginário da jovem.

Residente em Campinas, interior de São Paulo, Esteticista de formação com quase 10 anos de atuação na área e graduada em Pedagogia pela Unicamp, foi em 2012 que percebeu que a arte do tricô estava ficando um pouco esquecida e resolveu transformar sua paixão em profissão. Gianne começou fazendo reproduções de tricôs de modelos antigos, tendo boa aceitação do público interessado em moda retrô no Brasil e no exterior; assim percebeu a existência deste nicho de mercado artesanal no país. Ao longo dos anos a marca mudou de nome algumas vezes: “VCK - Vintage and Cool Knitting”,  “Knit Lovers” e agora “Gianne Vintage Knits”, que é o nome que, segundo ela, traduz toda a proposta de seu trabalho. 

Gianne usando (e tricotando) o suéter "cerejinhas".

Indo na contra mão da indústria Fast Fashion, produz todas as peças de maneira artesanal como a maioria das nossas avós e bisavós faziam. Gianne conta que sua intenção é a de que toda mulher que adquira uma peça sua tenha a experiência de utilizar uma roupa feita à mão, sob medida e personalizada: desde o primeiro contato até o momento em que ela recebe o produto e o veste.

Mas, vivemos numa era informatizada e tecnológica. Como estes dois mundos se entrelaçam?  
A forma de venda de Gianne também é diferente, por ser um trabalho totalmente manual são tricotadas poucas peças por mês, algo em torno de 8 a 10. Então não espere ver um botão "comprar" e alguns dias depois receber sua peça em casa. O contato com Gianne é feito via Direct Message no Instagram ou por Email,  onde se escolhe uma peça, passa-se as medidas e ela tricota exclusivamente para a cliente. Portanto, precisa-se estar ciente que existe um prazo para tricotar, dependendo do modelo escolhido de 10 a 15 dias depois de feita a encomenda. Após isso, começa a contar o prazo dos correios para a entrega. Então lembre-se de encomendar com antecedência no caso de planejar usar o suéter em algum evento específico.



Inspiração Vintage
Suas criações se baseiam especialmente em referências de época dos anos 1940, 1950 e 1960, aliado ao estilo Old Hollywood (o visual das atrizes de cinema da época), Cultura Tiki, Western, dentre outros.



Vintage Horror
Sua mais recente coleção possui cinco peças inspiradas no Halloween, mantendo a referência estética das décadas de meados do século 20.


Todas as peças são entregues em caixinhas personalizadas.


Conta pra gente o que achou da Gianne Vintage Knits e qual sua peça favorita!



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5 de outubro de 2018

Murder Queen e Dracurella contam tudo sobre a coleção em parceria com a Rainbow Pinup Store!


A Coleção Rainbow x Murder Queen e Dracurella foi feita especialmente para as amantes da moda retrô que se inspiram nas décadas de 1940, 50 e 60!

Quem segue Bianca Gouvea (@dracurella) e Larissa Romaszkiewicz (@murderqueen) no Instagram sabe que ambas são fãs tanto de cultura retrô quanto da temática de horror. As amigas se uniram para criar uma coleção autoral de peças exclusivas para a Rainbow Pin-up Store! Os modelos possuem cores sóbrias e as clássicas estampas de onça e a de listras, modelagens valorizando curvas (como era de praxe naquelas épocas) e tecidos finos cuidadosamente escolhidos. Nesta entrevista elas contam  mais detalhes da coleção!

Como surgiu a parceria entre vocês e a Rainbow?
Bianca: Acho que fui a primeira a ter parceria com a Rainbow, inicialmente comprei algumas peças e logo após a Cá me convidou para modelar uma coleção, e ajudar na criação de uma das peças, foi super legal! Depois disso surgiu esse convite para criar uma coleção ao lado da Larissa.

Larissa: Isso! Eu também já tinha comprado peças da Rainbow e estava de olho em várias outras rs conheci a Cá através da loja e quando a Bianca fez a parceria com ela acabei me aproximando mais dela também. Quando ela nos convidou para desenvolver toda a coleção levando o nosso nome, fiquei muito feliz! 



Quais foram suas inspirações para a criação da coleção?
Nós temos inspirações bem parecidas, tanto que desenhamos as peças separadamente e quando fomos à primeira reunião haviam vários desenhos parecidos! No geral trouxemos para a coleção peças que sonhávamos em ter, focamos em filmes de horror antigos, como “Dracula’s Daughter” (tanto que um vestido levou o nome do filme), e o conjuntinho Maila Nurmi, que seu nome diz tudo sobre a inspiração. Todas as peças foram nomeadas através de filmes, atrizes ou elementos do cinema clássico do Horror. Além disso, pensamos em peças com uma carinha vintage, nos inspirando em modelagens e silhuetas das décadas de 1940 e 1950, mas dando um ar moderno às peças principalmente por conta dos materiais.
Achamos importante criar peças que nós realmente nos identificamos e amamos, para passar para as clientes um pouquinho da nossa essência. Mas apesar disso nós criamos muitas peças versáteis que podem ser usadas tanto por quem se identifica com o nosso estilo, quanto por outros estilos também!



Como foi o processo de desenvolvimento da coleção? Teve alguma peça que ficou de fora ou precisou ser repensada? Vocês consideraram o clima do Brasil, levaram em conta seus gostos pessoais?
Inicialmente nós criamos cada uma cerca de 10 looks, desenhando os croquis e definindo tecidos e cores. Nós decidimos fazer essa primeira etapa de criação separadamente para ter o máximo de opções possíveis, como brainstorming mesmo, mas no fim nós acabamos desenhando várias peças parecidas ou iguais mesmo haha! Depois sentamos com a Cá para analisar tudo juntas e decidirmos quais seriam as peças finais da coleção, e a partir dessa escolha passamos a trabalhar em conjunto em cima de todos os designs. Também fomos junto com a Cá escolher e comprar todos os tecidos, para que as peças realmente ficassem do jeito que imaginamos.
Nós levamos em conta tanto o clima do Brasil e da estação quanto os nossos gostos pessoais. Somos muito apaixonadas por veludo, então mesmo sendo uma coleção de primavera/verão quisemos incluir esse tecido, mas em peças mais levinhas. No geral todas as peças podem ser usadas tanto no frio quanto no calor, dependendo da composição do look! Algumas ideias ficaram de fora dessa vez sim, quem sabe não rola outra coleção no futuro? 


Vocês têm cada uma alguma peça preferida?
Larissa: Muito difícil escolher! Acho que minhas peças favoritas foram o penhoar Diabolique, o macacão Cat People (sempre sonhei com um macacão assim!), o vestido Dracula’s Daughter e o conjunto Maila Nurmi. 
Bianca: Ai meu coração! Todos são muito especiais, mas acho que tenho favoritos sim, rs. O vestido “Dracula’s Daughter”, o vestido “Marilyn Munster” na versão preto com vinil, o conjunto “Maila Nurmi”.



Comentem sobre os looks!
Vestido Dracula’s Daughter: Uma das estrelas na coleção, um vestido com uma pegada mais chique, mas ainda assim um pretinho básico. A elegância da peça se dá pela modelagem única e pelo comprimento da saia. 

Macacão Tarântula: Essa é uma peça mais de festa, por conta do tecido acetinado e da modelagem. Fizemos a calça estilo pantacourt que está bem em alta para dar um ar mais moderno à peça. 

Conjunto Maila Nurmi: Esse conjuntinho é um coringa, é possível usar tanto com a saia que acompanha, apenas o macaquinho ou mesmo com o penhoar Diabolique! Apesar de o macaquinho ser de veludo, a transparência da saia deixa o look mais leve e divertido para o verão. 

Scream Queens: Esse vestido nós duas desenhamos exatamente igual! Inicialmente queríamos confeccioná-lo em preto mesmo, mas acabamos decidindo cada uma por uma estampa diferente: a Bianca pela oncinha e a Larissa pelas listras largas em preto e branco, bem estilo Beetlejuice. No fim ele acabou ficando bem diferente nas duas versões.

Blusa Evelyn Ankers: Sentimos a necessidade de incluir algumas peças mais básicas e que poderiam ser usadas tranquilamente no dia-a-dia, e chegamos à blusa Evelyn Ankers que é perfeita para o verão! O tecido é bem fresquinho, o decote e as mangas franzidas dão um ar mais romântico à peça. 

Blusa Wicked Witch: Nós amamos plumas! Um tomara-que-caia básico já virou uma peça super diferente só com a aplicação das plumas no decote, e acabou se tornando uma das nossas peças favoritas da coleção. 

Short Monster Mash: Um shortinho super confortável e charmoso, que pode ser usado tanto à noite quanto durante o dia com looks mais básicos. O tipo de peça que é sempre bom ter no guarda-roupa!

Penhoar Diabolique: Uma das peças mais amadas! Esse penhoar é super versátil, pode ser usado para compor vários looks diferentes, com lingerie ou até mesmo como saída de praia. Com certeza um dos nossos queridinhos <3

Vestido Marilyn Munster: Outra peça que fizemos duas versões diferentes: uma em animal print e outra em preto, brincando com a diferença do tecido opaco e do brilho do vinil. Com decote bullet e alças fininhas, é o vestido femme fatale da nossa coleção!

Macacão Cat People: A peça mais bad girl da nossa coleção! O charme desse macacão está na modelagem impecável, que valoriza MUITO as curvas do corpo e é super retrô. É uma peça bem versátil que combina com qualquer estilo. 

***

Agradeço muito às meninas pela entrevista e à Rainbow por compartilhar informações sobre a marca.

A Rainbow Pin-up Store cria peças suas formas forma artesanal, todas confeccionadas sob medida para qualquer tamanho, levando um tempo médio de 5 a 10 dias úteis para ficarem prontos. Na coleção Rainbow x Murder Queen e Dracurella este processo também se faz presente.


O post foi ilustrado com algumas peças, 


Site: www.rainbowpinupstore.com.br
Insta: @rainbowpinup_store
Facebook: Rainbow Pin Up Store



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10 de junho de 2017

Breve história do penteado Colmeia (beehive hairstyle)

Margaret Vinci Heldt ficou conhecida mundialmente por ser a "criadora" do cabelo beehive, ou penteado bolo de noiva na nossa tradução. A americana que tinha origem italiana desde cedo mostrou habilidade com os fios. Em 1954, venceria o concurso National Coiffure Championship em Michigan. O prêmio traria renome ao trabalho da cabeleireira e de seu salão, o Margaret Vinci Coiffures, localizado em Chicago.

Com evidência no mercado de beleza, anos depois, surgiria o convite da revista Modern Beauty Shop - hoje, Modern Saloon - pedindo que a hair designer criasse o novo look da década. "Nada aconteceu desde o twist francês, o pageboy e o flip. Eles me disseram: "você precisa vir com algo diferente", revelou ao jornal Chicago Tribune. E assim, em Fevereiro de 1960, estreava na publicação o cabelo beehive.

Ícone contemporâneo, Amy Winehouse ostenta seu famoso beehive. 

A inspiração do penteado veio de um pequeno chapéu preto de veludo, um modelo fez, que tinha uma fita vermelha e duas decorações nas bordas que pareciam abelhas. O cabelo seria criado numa noite enquanto a família dormia. Margaret desceu as escadas de sua casa, colocou uma música e começou a trabalhar no manequim. No dia que apresentou oficialmente para revista, a cabeleireira deu um toque final colocando um broche no cabelo da modelo. Quando um dos repórteres viu o resultado, falou: "Isso simplesmente se parece com uma colmeia (beehive). Você se importa se nós o chamarmos de colmeia?". Pronto, estava batizado o penteado!

Margaret Vinci Heldt segura a foto de sua criação.

O beehive consiste em envolver a cabeça em torno do movimento da coroa, rolando suavemente a "franja" na direção das orelhas. Seu formato é cônico e com uma leve ponta, literalmente uma colmeia, por isso a associação. É necessário muito laquê para segurá-lo firme. Margaret brincava dizendo que avisava as suas clientes que não se importava o que o marido fizesse do pescoço para baixo, contando que não as tocassem do pescoço para cima. O penteado era feito para durar uma semana, um lenço era enrolado em torno ao dormir para não bagunçar os fios.

A modelo Bonnie Strange, fotografada por Johannes Graf na 74 Magazine de 2012:
variação moderna do beehive.

No Brasil, o modelo ficou conhecido como bolo de noiva. Mesmo com o costume de se ver o penteado em festas, na época era usado no dia a dia também. Dizem que quando as mulheres iam ao cinema, sofriam retaliações de espectadores pois o penteado atrapalhava a visão de quem sentava atrás, com pedidos mal educados de que se retirassem do local.

Apesar de Margaret ser conhecida como a inventora, a verdade é que o estilo já era visto no final dos anos 1950. Com a cabeleireira ele teria ganhado o tamanho e a forma como conhecemos. O status chique foi coroado quando Audrey Hepburn aparece no filme "Breakfast at Tiffany", ou "Bonequinha de Luxo" (1961).


Priscilla Presley também é muito lembrada por seus cabelos naquela década.

Na própria década o cabelo já seria incorporado nas subculturas, provavelmente influenciado pelas bandas de garotas sessentistas:

The Velvelettes
60s-girl-band

Mary Weiss da The Shangri-Las
60s-girl-band

 The Marvelettes e Connie Francis
60s-girl-band-singer

Diana Ross (The Supremes) e  Aretha Franklin  60s-girl-band

e as cantoras Mary Wells,
60s-singer

Dusty Springfield, Dolly Parton e Mari Wilson.
60s-singers 

Conhecido pela maioria com o nome de beehive, alguns também o denominam de B-52, pois o penteado lembra o nariz do jato. Nos anos 1980, seria visto em diversas cores pela cantora Cindy Wilson do grupo homônimo. Na mesma fase, a personagem Elvira mostrava a cara dark do aplique, que tinha como referência as The Ronettes.
Do formato cônico em colmeia, o penteado sofre várias modificações, a mais comum delas é ter o cabelo penteado erguido para cima e para trás, versão simplificada do modelo original.

Quem não lembra dos penteados de Kate Pierson e Cindy Wilson do grupo B52´s?
singers
hairstyle

O beehive dark de Elvira e...
mistress-of-the-dark

... as musas inspiradoras The Ronettes.
1960s-girl-bands

Antes de ser pioneira da cena punk, Debbie Harry usou beehive ainda adolescente e posteriormente como atriz, no filme Hairspray (1988, John Waters). 


O cabelo de Kelly Osbourne se aproxima do colmeia original e
Katy Perry usa uma versão mais quadrada.

A punk Jordan em 1976 e Emily McGregor são exemplos do penteado sendo usado na cena.
jordan-emily-mcgregor

Tão raro quanto no punk é o beehive na estética gótica:
jen-theodora
à direita @jentheodora
 
As subculturas mais comuns de se ver o penteado são nas que possuem
referências ao passado, como na retrô e psychobilly.
@ludmilahouben

Desde a sua existência, o sucesso do penteado permanece ora no alternativo, ora no mainstream. Nos últimos anos, adquiriu status cult devido à Amy Winehouse. Naquele período o beehive aparecia muito no estilo clássico, à la Audrey Hepburn. Quando Amy surge com o visual, a cantora se encontrava numa fase super influenciada pelas girls bands dos anos 1960, citando constantemente as garotas The Shangri-Las, apesar do estilo que usava remeter mais às The Ronettes. Além do cabelo, o olho delineado de gatinho e batom vermelho já vinha de tal década.


O look virou marca registrada e como aquele estilo não era visto há muito tempo pela mídia, ficou no imaginário que o visual dela era único, mas na cena alternativa de Londres o cabelo sempre existiu para as que se identificavam com a moda retrô, a diferença é que não ficaram famosas como a cantora.
Amy revelaria: "Eu sou uma pessoa muito insegura. Sou muito insegura em como pareço. Sabe, eu sou música, não modelo. Quanto mais insegura me sinto, mais bebo. (...) E ao Tracy Trash, que faz meu cabelo, digo: 'Maior, maior!' - quanto mais insegura fico, maior tem que ser meu cabelo".

Quanto mais insegura, maior o beehive.

Sobre seu cabelo e os grupos musicais dos anos 1960

Em entrevista para extinta Fashion TV, a blogueira Tavi Gevinson, ainda adolescente​, descobre que Margaret não gostava nada da versão exagerada que Amy adotou do cabelo. A cabeleireira viveria até os 98 anos num asilo em Chicago, falecendo no dia 10 de Junho de 2016. Quantas estórias um penteado pode contar, não?


E você, gosta do penteado? Conta pra gente!



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